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quinta-feira, 19 de junho de 2014

A relação do Iron Maiden com a literatura

Alguém que gosta das músicas da banda britânica de Heavy Metal,  Iron Maiden, se ligou que eles o tempo todo fazem um paralelo com a cultura literária? Não?

Então vou citar abaixo algumas que eu mais escuto e sua relação com as obras que ela cita.


Seventh Of Seventh Son (Homônimo, 1988) - Essa música além de muito apreciada, trata sobre a lenda do lobisomem. Sim! Aquele bicho cabeludo que tem parentesco com o Tony Ramos (ator da globo), exatamente como o conhecemos em nosso folclore: o sétimo filho ou  filha de uma família - todos os seis anteriores tem que ter o mesmo sexo do mais novo - sofrerá com a maldição das luas cheias.

Phantom of the Opera (Iron Maiden, 1980) - Esta faixa pode ser encontrada no disco de estréia da banda, e a capa do single dele daria uma bela camisa! Como o próprio nome diz, a música contará, de uma forma espetacular,  um resumo da obra prima de Gaston Leroux: Um homem que se apaixona pela mulher que é a vocalista principal de um grupo de ópera/ teatro que compra o lugar onde ele mora e se esconde do mundo.

Rime of the Ancient Mariner (Powerslave, 1984) - Esse disco tem um nome bem sugestivo e diz claramente à que veio. Numa tradução livre, "escravos do poder" tem como figura uma enorme esfinge do seu mascote Eddie, protegendo uma pirâmide. Tudo isso com aliado a um ar egípcio. Quanto a música, esta é uma adaptação do poema O conto do Velho Marinheiro escrito por Samuel Taylor Coleridg, entre 1797 ~ 1799. Tanto na música, quanto no poema é contada a história de um velho marinheiro e suas penúrias durante as suas viagens pelos oceanos. Curiosidade: é uma das músicas mais longas da banda, inclusive pelo seu longo hiato em que não há mais do que dois instrumentos, bem como um vocal "cochichado" até os 07:30 min.

Flight of Icarus (Piece of Mind, 1983) - outro álbum com um nome bastante incomum, "parte da mente" ou "pedaço da mente". Nessa faixa é contada a tragédia de Ícaro. Nessa narrativa, Ícaro tinha o sonho de voar igual aos pássaros e constrói um par de asas com cera e penas. Deslumbrado com a sua invenção, e sem dar menor atenção aos avisos que recebera, voa muito alto, bem perto do sol. Como consequência, a cera que colava suas penas, derretem e ele cai na água, morrendo afogado.

Por enquanto é isso, se alguém lembrar de mais alguma música da banda com esse propósito mandem nos comentários.

Como me tornei um leitor?


Há algum tempo que estou entretido na relação cinema e literatura.



Quando era mais novo - uns seis, sete anos atrás - não era nenhum pouco fã de livros, muito pelo contrário, odiava ler. Passei por um grande hiato como leitor no fim da 8ª série. Fiz supletivo e acelerei seis meses o término do Ensino Médio. Acabei escolhendo um curso que me obrigou à voltar a ler - e confesso não ter sido nada fácil - a faculdade de Letras!  O curso em si não é algo assustador, muito pelo contrário! Toquei-o com muita facilidade, não sei se foi por que minha expectativa de exigência era diferente, ou se realmente eu era a pessoa certa no curso aparentemente errado.

Depois de muitos anos fazendo leituras forçadas, por causa da graduação,  me debrucei sobre as HQ's - Histórias em Quadrinhos - aquelas mesmo, bem conhecidas: Batman, Watchmen, Superman, etc, etc. Gostei muito dos enredos, principalmente das revistas DC, porque eles conseguem escrever muitas histórias sem fazer uma masturbação ufanista aos EUA. Nesse aspecto a Marvel peca muito.


Em seguida, comecei a colecionar as revistinhas em formato digital e a ler vorazmente uma atrás da outra, isso perdurou muito tempo. Até que começou a não ter a mesma graça que antes, e as histórias ficavam cada vez mais repetitivas, o que cansa, a ponto da gente decorar as letras usadas nas publicações digitais e até adivinhar as falas dos personagens!

Daí parti para as adaptações em quadrinhos de obras literárias consagradas e de contos também. Na internet tem aos montes! Algumas delas: O curioso caso de Benjamin Button, Dracula, A cartomante, O corvo. Essas adaptações, somadas aos filmes que vem da literatura (acreditem, tem mais adaptações cinematográficas de livro do que é possível imaginar!), foram me conquistando e me jogando rumo aos livros. Mas dessa vez era diferente: Eu não estava lendo por que era obrigado, eu comecei a me identificar com certos livros! E o primeiro deles, foi As crônicas de Nárnia, que eu li o primeiro livro em 2002 e nunca mais havia tocado na história, de repente recomecei pulando os filmes lançados até então.

Hoje, me vejo aprofundando na crítica literária, coisa que nem o pessoal daqui de casa esperava. Tem muito livros que eu gostaria de ler mas, na real, ainda não tenho tempo. Espero tê-lo à partir do ano que vem, quem sabe, ainda em novembro desse ano.

domingo, 10 de abril de 2011

Romantismo, Liçoes de vida e Valores morais em foco na tela grande.

Comecemos com Um Amor Para Recordar,este conta a uma história típica dos blockbusters de sucessos,
uma casal improvável se forma. Ela, usava seu pouco tempo de vida para fazer o bem. Ele, um arruaceiro transloucado, não esquentava a cabeça com responsabilidades. Ao ser obrigado a fazer uma peça de teatro da escola, muda completamente de personalidade ao se apaixonar por ela. O filme trata de forma romanceada porém com certa profundidade certos nuances e desencontros da vida, nos ensina a ter fé na vida e saber driblar as diversidades ao longo do caminho. Em seguida temos Coração Valente, esse conta uma parte da história da formação da Inglaterra. Já este longa faz através de um fato histórico, nos mostras que sempre vale a pena lutar por aquilo que acreditamos...

Cinema nacional e a identidade brasileira frente as câmeras

O cinema brasileiro tem se modificado tanto quanto o nosso país ao longo de toda sua história. Inicialmente com temáticas sobre sexo e adultério, eram sucessos de público mas não a crítica, pois sempre ouve um certo anseio de mostrar como é a realidade por aqui. Mas com o surgimento da cidade do cinema, a famosa Hollywood, o cinema brasileiro ficou de certa forma, encubado durante algumas décadas. Com a chegada dos filmes de Mazzaropi produções simples que projetaram a história do caipira paulista pelo país. Na década de 90, com a chegada das leis de incentivo a cultura e associação de grandes estatais o cinema nacional voltou a engatinhar com produções que eram sucesso de crítica. Como por exemplo Podemos citar Os Trapalhões, tendo em vista que seus filmes eram da década anterior, conseguiram seu reconhecimento somente mais tarde. Com a separação deste quarteto. O governo nacional passou a procurar por outros ídolos, e personagens de nossa cultura para explorar. Podemos ressaltar entre eles, Cazuza, Lampião, Wilson Simonal, etc.